Longos caminhos percorridos
Vidas
marcadas pelo tempo
Passos
arrastados pelo cansaço de não saber
a que portos
iremos chegar...
Olhos
parados no nada, nada tens o que buscar,
andas com o
sonho perdido de voltar...
No peito a
certeza do inesperado,
na alma a
clareza que nasce na escuridão,
na mente o
vazio trazido pelos pensamentos,
no corpo a
altivez dos que carregam a cruz,
dos
martírios vividos a humildade dos perdedores,
das buscas
incansáveis o desespero de não encontrar.
Gotas de
chuva misturadas a gotas de sal me lavam...
Os passos
rápidos agora, ao encontro do que vier...
A mente
aberta, vai abrindo caminhos no ar...
O peito
ainda pulsante, chegará a um porto qualquer,
Os braços
arriados se levantam e lutam pelo sonho
Trazendo a
certeza que voltará... voltará...
a confiar,
a sorrir, a amar, voltará a viver...
Rô Vazquez
06/02/2007

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